domingo, 11 de abril de 2010

28ª Corrida dos Sinos

Foi duro, muito duro.
Com um tempo final de 1h13'15 (tempo chip - tempo real de 1h13'08) a corrida desta manhã foi a mais dura das 3 em que já participei. Analisemos então:

Às 10h30 parti da recta do Parque Desportivo Municipal, já o sol ia alto e ofuscava a visão. Com um percurso logo a subir até à Av. 25 de Abril talvez tenha exagerado um pouco no ritmo inicial já que após o ponto de retorno frente ao convento senti imediatamente a necessidade de abrandar. Daí até à Paz foi um constante esforço por encontrar o ritmo certo tendo sido passado por vários grupos sem nunca conseguir seguir com algum deles.
Onde há a separação entre a prova curta e a longa, consegui finalmente seguir com um grupo de 2 homens que acompanhavam uma senhora. A rolar por volta dos 5'/ km consegui acompanhar o ritmo até ao ponto de retorno, onde, aí sim, começou a perda. Depois de respirar fundo para o início do regresso a Mafra, senti imediatamente o vento contra, e, já que o primeiro, e último antes do retorno, abastecimento estava instalado uns 3 - 4 km antes, comecei a secar as reservas, sentido os lábios a secar rapidamente bem como a tshirt que se manteve até ao retorno húmida.
Começou então o sofrimento; devo ter passado para os 6'/km (vergonhoso!), senão mais, tendo chegado ao 2º abastecimento quase a ritmo de descanso. Com uma água costas abaixo e outra boca adentro, senti um leve reanimar de forças, mas que o sol de frente e o vento contra fizeram o favor de voltar a parar. Durou talvez 1 km.
1km depois estava no 3º abastecimento de novo a ritmo lento (lado contrário do 1º, onde muito bem, entregaram as águas sobrantes da 1ª passagem). Com outras 2 águas para reanimar o corpo e a mente, iniciei o caminho até ao muro da prova.
E enfim chegou, o muro. 1km e pouco de falso plano que nos leva até ao ponto de separação entre corrida longa e curta. Não me lembro bem do que pensei durante esse km, mas sei que voltei a chegar, tal como nos anos anteriores, à rotunda só com 1 olho aberto e com os bofes de fora. O último abastecimento foi aqui entregue nos anos anteriores, contudo este ano não o fizeram, não percebi porquê já que as águas sobrantes da corrida curta estavam nas mesas e a organização invés das entregar, aplaudia, gesto que agradeço muitíssimo mas que trocaria de bom grado por 1 garrafa de água.
Escusado será dizer que bem antes de aqui chegar já tinha percebido que este ano não conseguiria cumprir o objectivo que tinha definido de 1h5min (menos 2 min que no ano passado), que me parecia claramente atingível se toda a astrologia se alinhasse a favor.
Bem, chegado à pista do estádio restou-me colocar ritmo de atleta e sorrir para todas as fotos bem como acenar a todos os conhecidos.

Em conclusão: senti a falta do treino da semana passada por causa do dente, bem como da semana do 1º lab, semanas nas quais, tal como dito em posts anteriores quase não calcei as sapatilhas. Faltou também um pouco de resistência já que o grupo com que segui inicialmente deve ter facilmente feito menos de 1h10 - 1h07.

Fica já marcado encontro para o próximo ano onde lá estarei, de novo, pronto para atacar a 1h5min que fica adiada deste ano.

Agora, acabaram-se definitivamente as férias da Páscoa. Vou beber um isostar e fazer uns alongamentos pela 3ª vez hoje, para amanhã atacar a nova maratona que agora começa com fim na época de exames de Junho-Julho. E há já um "muro" no fim deste mês-início do próximo já que tenho a primeira ronda de avaliações, portanto: BOM TRABALHO!

P.S.: O AUTO-TREINADOR® previa-me um tempo de 1h15 com um ritmo de 5min/km. Para o ano procurarei começar o plano de treinos mais cedo, bem como tentar cumprir mais religiosamente o plano. Mas tudo dependerá da conjuntura académico-desportiva da altura.

sábado, 10 de abril de 2010

É amanhã

Para amanhã está reservada a tão esperada corrida. Os 15km da "maratona" mafrense que nos leva a meio-caminho da estrada para a Ericeira e nos trás de regresso, enfrentado falsos planos e condições atmosféricas que se adivinham um pouco adversas para a prática da corrida (nomeadamente a de longa distância).

Em mais pormenor analisemos os vários factores:
  • Motivação: Depois de seguir alguns conselhos das bulicenas, comecei a treinar com empenho para este objectivo. Assim, delineei um objectivo claro e repeti-o mentalmente durante muitas vezes enquanto corria (efeito de osmótico?), tendo ainda feito "publicidade" junto dos que me são mais próximos, na tentativa de me sentir pressionado a atingi-lo. Mas, acima de tudo, fazer tudo isto para seguir para o próximo objectivo que serão as Meias-Maratonas.

  • Treino: Tentei manter uma disciplina de treino, tendo contudo, feito algumas baldas por diversas razões. Tendo começado com alguns treinos de perda de peso, passei com confiança para fart-lecks longos, tendo inclusivamente feito treinos que não realizava desde 2007 quando passei um Verão em estágio para o Mundial de Juniores de Pentatlo Moderno. Ainda assim, depois de alguns treinos falhados por causa da faculdade e do dente arrancado há 1 semana atrás (que me obrigou a uma paragem forçada) esta ultima semana fez com que sentisse que tinha de fazer um esforço um pouco maior para cumprir os treinos. Bom ou mau indicador? Amanhã terei a resposta.

  • Condições atmosféricas: Se enquanto estava no Pentatlo já enfrentei corridas duras de 1, 2 e 3km (lembro-me perfeitamente das corridas de Idanha-a-Nova, realizadas as 19h com temperaturas de +35ºC), amanhã, depois de analisar a previsão, e já que a corrida só começa às 10h30, o calor e o sol poderão ser factores de atraso, já que o posicionamento dos abastecimentos não é o melhor e aproximando-se o meio-dia está bom para a praia e para a esplanada mas não para terminar 15km de uma corrida.
Por hoje, já se iniciou o estágio: hidratar, descansar e estudar. Amanhã, 7h30 - 8h começa a "maratona".

Boa corrida!

segunda-feira, 5 de abril de 2010

De volta

De volta a casa depois das visitas de Pascoal. Entenda-se por "visita de Pascoal" a visita à família semelhante à da época natalícia, tendo feito alguns 600km em 4 dias.
De volta às corridas pois o objectivo é já neste domingo. Depois de 3 dias de interdição médica por ter arrancado um dente do siso (estranhamente indolor durante o procedimento) e 1 dia por falta de vontade, ontem voltei a calçar as sapatilhas e fiz 45min para ver como me sentia. Como ao acordar hoje de manhã não senti pernas pesadas nem dores de costas estou optimista quanto ao cumprimento do objectivo traçado. Hoje 1 hora, amanhã 1h15 e a partir daí será sempre a descer até sábado, onde descansarei para atacar a prova de domingo.
De volta ao trabalho após as férias da Páscoa. Como a minha instituição de ensino nos ofertou 5 dias úteis de férias de Páscoa (5ª a 4ª), decidi tirar a 4ª imediatamente antes da 5ª onde começavam as férias para aplicar gelo sobre a minha face direita do rosto, um pouco inchada fruto da extracção do dente do siso, já acima mencionado. Assim sendo, usei 1 dia para resolver problemas pessoais (cara inchada) 2 dias para descanso efectivo, 2 dias para visitas à família e hoje 2ª feira, estou de volta ao trabalho, porque a olhar pelo calendário, semanas sem algo que fazer só lá para o fim de maio. Até lá serei, semana após semana, requisitado para realização de laboratórios ou testes de avaliação. Tudo coisas bonitas.

E agora, de volta ao mundo real!
Até uma próxima.

segunda-feira, 29 de março de 2010

Torneio Universitário Pentatlo Moderno

Dia 28 marcou o meu regresso a uma prova a valer de Pentatlo Moderno. Pela primeira vez disputou-se o Torneio Universitário de Pentatlo Moderno, no qual tive o maior orgulho de representar a minha faculdade.
Não houve lugar à prova de hipismo portanto não foi propriamente um Pentatlo. Ainda assim deu bem para matar saudades do nervoso de uma prova e da disputa saudável entre atletas.

Fazendo um resumo prova-a-prova de cada uma das disciplinas:
  1. Natação; 8h30 da manhã, piscina olímpica do EUL. Passados anos desde a última vez que o pentatlo usou esta piscina para uma prova oficial, se não me engano a última vez que lá nadei foi num controlo de treino algures durante os meus anos áureos (2006 ou 2007), as minhas primeiras braçadas deixaram-me imediatamente com a sensação de que a prova iria ser bem mais de que uma simples luta contra o relógio. Não estava enganado, numa série única que foi ganha com um tempo próximo dos 2'00 min, a minha luta travou-se fundamentalmente contra o corpo que sucumbia lentamente após cada braçada ao peso dos braços (e do rabo) que os vários meses sem nadar me ofereceram. Bem longe de conseguir um resultado próximo do de Abrantes no passado mês de Fevereiro, desta vez o tempo foi de 2'57.
  2. Combinado; Tendo em conta as condições da última prova já aqui imortalizada, estas foram bastante melhores, arriscando-me mesmo a afirmar que foi o melhor local para a realização de um Combinado que já vi em Portugal, e, certamente, digno de fazer inveja a muitas organizações por esse mundo fora (inclusivamente ao Egipto que organizou a última taça do mundo, onde o combinado foi montado ao ar livre e onde os atletas sofreram com a acção do forte vento que se fazia sentir - VÍDEO). Dito isto, penso que todos os atletas são unânimes em admitir que as condições eram excelentes, não só porque a carreira de tiro estava montada dentro de um pavilhão como o percurso de corrida foi desenhado dentro de uma pista de tartan, fazendo com que fosse extremamente fácil. Sendo esta, à partida a prova para a qual estaria melhor preparado, acabei por sentir algumas dificuldades no último quilómetro do percurso, fruto talvez das paragens para as séries de tiro, onde, mais uma vez provei que quem sabe atirar nunca esquece, conseguindo fazer séries muito idênticas, com, salvo erro, 4 tiros falhados no total. Tempo final de 14'40, dando talvez uns 12'00 reais (+/-), após subtracção do tempo gasto nas séries de tiro.
  3. Esgrima; Mais uma vez recorrendo a lições quase inexistentes ao longo da minha carreira de Pentatlo e a algumas invenções de toques de última hora, acabei por sentir a falta de tocar na espada e de prática. 8 vitórias em 22 foi um resultado francamente mau, tendo perdido assaltos por não saber o que fazer a um atirador que mal sabe o que é uma espada. Com contras de 6ª e 4ª onde usava o cotovelo invés do pulso, o resultado não podia ser melhor está claro, tendo sentido também o peso nas pernas de já ter feito os 200m de natação e os 3km de corrida. 
Em suma:
  • Talvez com 45min de natação por semana o resultado tivesse sido bem melhor. Comparando com o resultado de Abrantes, apesar de na altura a piscina ter sido de 25m, desta vez senti-me muito pior, nem sequer tendo sentido forças para aplicar um maior ritmo nos primeiros 50 - 100m.
  • As instalações onde o combinado foi montado foram as melhores que já vi em Portugal, havendo inclusivamente espaço, caso houvesse material suficiente, para montar 36 ou mais linhas em paralelo. Acho que, sem qualquer dúvida, a federação devia fazer o esforço institucional/monetário para proporcionar aos seus atletas, nas suas provas oficias, aquelas instalações.
  • Tenho saudades do tiro à moda antiga. A carreira de tiro silenciosa, o nervoso miudinho, a sensação de tudo perdido quando se manda um 2 ou um 3... a ciência do tiro.
  • O espírito que se viveu nesta prova foi espectacular. Talvez por ser um campeonato universitário, onde muito mais que defender o nosso clube defendemos a nossa faculdade. 
Espero sinceramente que, no próximo ano se venha a realizar o 1º Campeonato Universitário de Pentatlo Moderno, onde, certamente estarei presente, para mais uma vez, defender as cores da faculdade e matar saudades da competição.


Continuam os treinos para dia 11 de Abril, onde, aí sim, o desafio é enorme.
E como, se bem me lembro, ainda não foi divulgado, o objectivo para este ano é a 1h05min.

Saudações académicas.

terça-feira, 16 de março de 2010

Jogos Para-Olímpicos

Os Jogos Olímpicos trazem-nos de 2 em 2 anos (4 em 4 para os que não ligam aos de Inverno) inspiração, comoção e momentos inesquecíveis de vitória, glória e orgulho.

Com a sua primeira edição em 1960 em Roma, os Jogos Paralímpicos surgem no esforço pela igualdade e integração das pessoas portadoras de deficiência, baseando-se nos mesmos valores dos Jogos Olímpicos da era moderna.
As minhas palavras de pouco valem face ao valor, vontade e coragem destes atletas que todos os dias se dedicam à excelência desportiva. Aliás, o vídeo que se segue vale mais que mil palavras.



A motivação para este texto reside nos X Jogos Paralímpicos de Inverno, actualmente a decorrer em Vancouver, no seguimento dos Jogos de Inverno que terminaram dia 28 de Fevereiro.

Para terminar, 'googlem' ou 'youtubem', e da próxima vez que pensarem "Não consigo fazer isto", pensei naquilo que uma pessoa com, teoricamente, menos capacidade que vocês é capaz de fazer.

Por aqui, de volta aos treinos, finalmente. Com muito trabalho.

Força!

segunda-feira, 15 de março de 2010

Under Pressure

As férias da Páscoa estão a 15 dias de distância, e ainda as entre semestres acabaram há menos de 15 dias e já as coisas estão quase fora de controlo. Ora senão veja-se:
  •  Laboratórios: 2. AComp e FE. 2 grupos para gerir. Enquanto que em AComp se perdem horas atrás de horas atrás de 0's e 1's para redigir relatórios sobre coisas cujo funcionamento se explica em 3 palavras, em FE a questão é diferente, já que estudam-se comportamentos influenciados por factores externos como temperaturas ou factores internos dos componentes como tensões de saturação de funcionamento. Conclusão: trabalho^2. E o mais engraçado é que apesar de não fazer muito (do ponto de vista quantitativo) sem mim também ninguém faz nada, salvo seja. (Uma palavra de apreço aos meus colegas, que sem eles pouco seria capaz de fazer)
  • ACED. Quiçá a master-of-mathematics esta cadeira faz com que passemos umas boas horas da nossa vida a olhar para partes reais e imaginárias (imagine-se lá como é possível interpretar números que são imaginários) de números complexos. CDI1 + CDI2 com complexos... E ainda faltam as equações diferenciais. Mas, é como diz o outro: "Deixa ser fácil enquanto é facil"
  • As atrasadas. Como a conta que Deus fez: 3. MO, vergonhoso... A coisa já é chata, então com profs brasileiros que a cada palavra me fazem lembrar os pastores da Igreja Evangélica Apostólica, instalada na Alameda Afonso Henriques ou algures numa Zona qualquer de Chelas, pior. AED, com 2/3 da cadeira feita, resta o exame final para o qual tenho definitivamente de aplicar algumas das horas do semestre e, futuramente, muitas das horas da época de exames. AComp. Nunca dantes 'ouvista', no guia de sobrevivência consta a dificuldade dos Labs (já demonstrado no 1º ponto acima) e a chatice que é estudar para os exames. 
  • Os dentes! Sim, caramba... (finalmente algo extra faculdade). Preciso de arrancar um siso com urgência, tais são as dores que em crescente de dia para dia me vão complicando a bonita tarefa, que com tão prazer desempenho, comer. E isto sim devia estar no topo das prioridades, já que sem comer não consigo viver, não os labs ou sequer as preocupações com o dia-a-dia da faculdade (práticas, estudos, etc)
Chega de perder tempo. Há uma prática para rever, e umas boas horas de sono para cumprir antes de, amanhã, pelas 6h da manhã levantar o cu da cama para mais um dia em que acabarei com dor de cabeça.

E hoje não houve tempo para treino. Isso também me preocupa...

Bom trabalho.