quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Praticar o desporto

Desde que a conciliação do desporto com o dia-a-dia de estudo se tornou inexequível (finais de 2008) o meu corpo tem-se vindo a adaptar a uma vida onde o principal desporto é o virar de páginas de livros, sobe escadas-desce escadas (e a bem ver a faculdade não tem assim tão poucas) e, quem sabe, a etapa rainha de todos os dias, a travessia Saldanha-Técnico-Alameda (ainda que haja uma paragem de cerca de 6 horas na paragem Técnico). Um autêntico triatlo pós-moderno.

Depois é a comida. Ou se paga 2,20€ e se come um pratinho de arroz cozinhado há cerca de 3 horas ou 3,65€ e nos carregam com fritos e molhos. É que mesmo que uma pessoa se esforce por tentar comer qualquer coisa saudável parece que existe uma lei que nos faz comer porcaria.
Eu acho que chego a emagrecer com aquilo que como todos os dias ao almoço, mas o problema parece-me estar, não na pouca fome que aquilo me tira, mas sim na quantidade de gordura e gosma que o que como me deixa nos tubos que me levam o sangue ao corpo inteiro.

Seja como for, apesar de há um ano atrás estar quase na mesma situação que agora: a começar a correr depois de uma longa paragem, o ano passado a bagagem que os longos anos de competição me deram foram bem mais importantes na recuperação e quantidade de esforço que empregava em cada corrida.


Em dois dias, consegui fazer 2 sessões de exercício (foi o único nome que consegui dar às minhas corridas já que dos dois 45min de exercício que já tive, uma boa parte deles foram a andar).
Decidi começar por perder peso, pelo menos fazer treino de perda de peso. Telefonei a minha memória e vasta experiência e situei o meu limite de BPM em 160. Acima de 162 ando, abaixo de 160 corro, devagar como devem imaginar e entre 160 e 162 tento baixar a pulsação abrandando, se é que ainda é possível.
Nestes dois treinos as médias foram respectivamente de 159bpm e 160bpm, ainda que uma boa parte dos exercícios tenham sido feitos a andar.
Vou manter-me assim durante uns 7-8 treinos. Ou pelo menos até não conseguir correr abaixo das 155bpm.

E nunca me baldei aos alongamentos! Se bem me lembro, algures durante a minha actividade competitiva me disseram que uma boa parte da evolução de um atleta vem da flexibilidade que tem ou vai adquirindo. Para além disso é nos alongamentos que se inicia a recuperação para o treino seguinte, portanto... É desta que se acabaram as baldas ao alongamento.

A dieta ao treino associada, o regime vá, é cortar com açucares e gorduras o máximo possível. Sim, nada daquelas dietas que agora começam a aparecer nas revistas da especialidade em que só se bebe água durante 3 semanas ou só se tomam suplementos multivitamínicos cortando com tudo quanto é comida como nós a conhecemos. O objectivo são os 72kg. Começo com 75kg. Sem prazo definido.

Mas isto tudo porquê?
  • Campeonato Universitário de Pentatlo Moderno - sim, surpreendam-se os que pensavam que o "furacão da água" estava extinto ou que o talento promissor se tinha arrumado de vez. Ele está de volta e acima de tudo vai divertir-se durante a prova.
  • A saúde em geral. Não só a minha como a dos outros. O meu coração tem de ser desentupido, as artérias precisam voltar a fazer circular com eficiência o sangue e em relação aos outros a minha preocupação com os outros prende-se com a infecção por osmose do sedentarismo compulsivo.
  • Corrida dos Sinos 2010 - 15km. A maratona mafrense como lhe gosto de chamar. A maior aventura desportiva em que entrei desde há 4 anos. Depois de no primeiro ano me ter ficado pela versão curta - 8km, chegou a altura de me aventurar nos 15km que levam os atletas de Mafra a 2/3 do caminho até a Ericeira e de volta até Mafra. Veio para ficar e o objectivo é ir melhorando o resultado do ano transacto 1h07min (2009) após 1h09min (2008). Acreditem que é um grande desafio mental, uma rampa de lançamento para maiores distâncias e, sem dúvida, o ultimate challenge para o desportista nascido em Mafra.
  • O verão. Sim, seria insensato esconder que o verão também não está em mente. Mas este é um objectivo a médio-prazo. Sem qualquer compromissos
  • A meia-maratona. A longo prazo. A Vasco da Gama já neste ano (Setembro 2010 ?) se a conjuntura o permitir e todos os astros se alinharem a favor, a 25 de Abril do próximo ano.

E agora, que olho bem para a actividade física que agora reinicio: sabe bem correr. Sentir o vento nos ouvidos, a chuva na cara, os músculos a arder...
Espero que pelo menos a motivação não desapareça.

E, por enquanto, só começo a ficar com dores lombares. Mas vou justificar isso com o facto de correr no alcatrão.

Bom descanso.

1 comentário:

  1. Boa! Bons objectivos! Aproveita o fim da época de exames para estabelecer um regime disciplinado que depois se torne automático e sobreviva aos próximos desafios (entregas de projectos, testes, próxima época de exames...).

    Já deves ter visto, mas vale sempre a pena ver se as bulicenas podem ajudar nesta fase: como correr a primeira maratona serve para maratonas, outras corridas, outros desportos e outros desafios na vida... E o importante é mesmo sentirmo-nos bem com o nosso corpo, a nossa vitalidade, as nossas energias, e curtir o desporto!

    Eu acabo de fechar 3 semanas a correr 100+ km em cada uma. (Vamos ver como sai a maratona de Hong Kong dia 28!) Nunca tinha feito nada assim na vida - a idade ainda permite muita coisa, portanto ainda tens uns bons anos de grande potencial pela frente!

    Bons treinos! Espero encontrar-te em acção no Marquês do Funchal 2010!

    ResponderEliminar